abril 2012
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“Deus é um cara gozador, adora brincadeira. Pois pra me jogar no mundo tinha o mundo inteiro, mas achou muito engraçado me botar cabreiro. Na barriga da miséria, nasci brasileiro (…)
Diz que deu, diz que dá, diz que Deus dará. Não vou duvidar! E se Deus não dá, como é que vai ficar? Deus dará, Deus dará.
Jesus Cristo ainda me paga, um dia ainda me explica: como é que pôs no mundo essa pobre titica? Vou correr o mundo afora, dar uma canjica. Que é pra ver se alguém se embala ao ronco da cuíca. E aquele abraço pra quem fica, meu irmão! Deus me deu mãos de veludo pra fazer carícia, Deus me deu muitas saudades e muita preguiça. Deus me deu pernas compridas e muita malícia pra correr atrás de bola e fugir da polícia. Um dia ainda sou notícia! Deus me fez um cara fraco, desdentado e feio. Pele e osso, simplesmente, quase sem recheio. Mas se alguém me desafia e bota a mãe no meio, eu dou porrada a três por quatro e nem me despenteio. Porque eu já tô de saco cheio!” —Chico Buarque, Partido Alto (via febril)
Jesus Cristo ainda me paga, um dia ainda me explica: como é que pôs no mundo essa pobre titica? Vou correr o mundo afora, dar uma canjica. Que é pra ver se alguém se embala ao ronco da cuíca. E aquele abraço pra quem fica, meu irmão! Deus me deu mãos de veludo pra fazer carícia, Deus me deu muitas saudades e muita preguiça. Deus me deu pernas compridas e muita malícia pra correr atrás de bola e fugir da polícia. Um dia ainda sou notícia! Deus me fez um cara fraco, desdentado e feio. Pele e osso, simplesmente, quase sem recheio. Mas se alguém me desafia e bota a mãe no meio, eu dou porrada a três por quatro e nem me despenteio. Porque eu já tô de saco cheio!” —Chico Buarque, Partido Alto (via febril)
“A ameaça hoje não é a passividade, mas a pseudo-actividade, a premência de «sermos activos», de «participarmos», de mascararmos o nada do que se move. As pessoas intervêm a todo o momento, estão sempre a «fazer alguma coisa»; os universitários participam em debates sem sentido, e assim por diante. O que é verdadeiramente difícil é darmos um passo atrás, abstermo-nos. Os que estão no poder preferem muitas vezes até mesmo uma participação crítica, um diálogo, ao silêncio: implicar-nos no «diálogo», de modo a assegurarem-se de que a nossa ameaçadora passividade foi quebrada. (…) Por vezes, não fazer nada é a coisa mais violenta que temos a fazer.”
—Slavoj Žižek, “Violência” (via smiledsunrise)
“Você tem cheiro de roupa limpinha com mente suja e eu quero te rasgar inteiro. Mas apenas te dou um beijinho no rosto.
Preciso me comportar.” —Tati Bernardi (via gabrielaalegre)
Preciso me comportar.” —Tati Bernardi (via gabrielaalegre)